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“E. QUADROS”: IPUB PUNIDO POR SUAS VIRTUDES

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(Os prejuízos para o único a seguir as orientações de Reitoria e TCU)

Márcio Amaral, vice-diretor IPUB

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Na reunião promovida com nossos funcionários EQ pelo SINTUFRJ (8/3) ficamos muito impressionados com os enormes avanços conseguidos, tanto pelo próprio SINTUFRJ quanto pela REITORIA, no sentido da garantia dos DIREITOS daqueles trabalhadores. Tivemos também uma atualização de dados que deixam à mostra o quanto é INJUSTO que o IPUB continue e ser obrigado a seguir à risca a orientação: para cada funcionário RJU admitido, há que ELIMINAR um EQ. Um simples olhar para os seus números nas nossas unidades deixa evidente a disparidade das situações. Enquanto o HUCFF dispõe de mais de 700 EQ; a M. Escola mais de 300 e o IPPMG tem 114, (também promoveu um " enxugamento") o IPUB---em função de um longo e doloroso esforço---reduziu-os para 34, dos cerca de 200 que chegou a ter. Quem conhece bem essa história sabe quantas vezes recebemos, assim como os demais HUs da UFRJ, orientações OFICIAIS, tanto da Reitoria quanto do TCU (à Reitoria), para promover aquela substituição. As demais---a exceção é o IPPMG---e sem julgar (aqui, pelo menos) suas razões, simplesmente receberam os novos RJU e realocaram os EQ. Ou seja: SOMENTE NÓS LEVAMOS TOTALMENTE A SÉRIO aquelas orientações. As coisas se deram, por aqui, quase como diz o povo: "a ferro e fogo"...e a que custo, pessoal e institucional! Mas isso tem um limite e ele é dado pela necessidade de continuar REAFIRMANDO DOS NOSSOS SERVIÇOS dirigidos à sociedade. O mal estar atingiu um tal nível que aquilo que deveria ser recebido com JÚBILO E VIVAS: a chegada de novos RJU, tornou-se motivo de apreensão e preocupação.

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E O ENCAMPAMENTO DE MUITOS DOS EQs POR EMPRESAS!!!

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Mas, em todo esse longo processo, houve outros episódios nos quais aquele cumprimento de orientações superiores pode ter resultado em enorme PREJUÍZO para nós e para os próprios funcionários. Em 2014 houve uma outra orientação OFICIAL da REITORIA, segundo ordem do TCU: nossos EQ deveriam ser encampados por EMPRESAS que, por sua vez, passariam a prestar serviços ao IPUB. E quantos esforços foram feitos nesse sentido! E quantas marchas e contramarchas muito desgastantes aconteceram com empresas um tanto fictícias! Tudo isso para que verificássemos, a posteriori, que, NOVAMENTE, somente nós tínhamos levado a sério aquela orientação! Hoje, quando o SINTUFRJ aponta para a possibilidade da contratação oficial dos EQ em atividade (ainda que provisoriamente e reconhecendo todos os seus direitos) estou convencido de que muitos dos nossos dedicados funcionários se prejudicaram ao serem "encampados" por empresas. Sequer a participar dos processos eleitorais têm hoje permissão. É algo que discutiremos. Nada é mais perverso em nossas relações sociais do que essa tendência ao prejuízo daquele que age mais corretamente e segue determinações superiores. Como acreditar nas nossas instituições e nos que exercem chefias? É bom lembrar que essa entrada de RJUs e a possibilidade de contratação OFICIAL dos EQ é fruto de nossa grande vitória contra a EBSERH e da memorável SENTENÇA exarada por uma juíza que ficará na história das UNIVERSIDADES BRASILEIRAS. Tudo isso está resumido em: http://www.ipub.ufrj.br/portal/ensino-e-pesquisa/ensino/residencia-medica/blog/item/691-ebserh-ferida-de-morte-por-uma-senten%C3%A7a-ii

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TRECHO DA SENTENÇA: "(ii) que, no mesmo prazo...promovam a adoção de todos os atos necessários para que, satisfeitos os requisitos da Lei nº 8.745/2003, seja realizada a urgente e imediata contratação temporária de profissionais, para a substituição dos funcionários ¿extraquadros¿ das unidades de saúde da UFRJ, que atualmente exercem funções da atividade-fim..."

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NÃO NOS ARREPENDEMOS...APRENDEMOS MUITO!

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Afinal, bem administrar IMPLICA saber lidar com carências. Por isso, não há por que se arrepender do imenso "enxugamento" que promovemos em nossos serviços. Mas as coisas foram além do razoável. A situação era muito dramática e respondemos bem a ela. Mais do que isso: desenvolvemos forças que nos permitiram não apenas sobreviver, mas EXPANDIR e elevar nossa capacidade de responder às enormes demandas sociais que estão sempre presentes. Aprendemos muito, até mesmo que: UM EXCESSO DE FUNCIONÁRIOS NÃO resulta, necessariamente, em melhoria dos serviços. Antes, pode promover até mal estar; competições tolas; ociosidades entediantes; tudo isso resultando no comprometimento (prejuízo) do prazer que o pleno exercício do potencial e capacidades individuais e coletivas pode promover. Especialmente quando vemos o resultado à nossa volta. Mas isso tem um limite e sou testemunha de prejuízos importantes e recentes advindos de algumas substituições que tivemos que fazer (embora eu me insurgisse, recentemente, contra).

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O RISCO QUE NOSSOS SERVIÇOS CORREM!

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Não é difícil imaginar que os 34 EQs assinalados continuam aqui por serem absolutamente necessários. Mas há algumas situações especialmente sensíveis e que precisam ser assinaladas. O musicoterapeuta responsável pela criação do grupo CANCIONEIROS DO IPUB, por exemplo, e que estaria em vias de ser "substituído": trata-se de atividade de alcance muito para além dos muros da UFRJ e reconhecido em todo o Brasil. PERGUNTA: é possível que os vários pacientes que participam das suas atividades, dentro e fora da universidade, da cidade e do Estado, suportem o luto de um afastamento tão traumático? O risco à própria atividade está sob risco. O que dizer do nosso setor de informática que, em alguns anos projetou nossa atividade por todo o Brasil e---quem sabe?---para além de outras fronteiras!? Quem se der ao trabalho de verificar a elevação do número de candidatos à R. Médica, por exemplo, a partir da projeção que o IPUB ganhou com aquele trabalho, verá que, por décadas, nossos candidatos giravam em torno de 40-50. A partir de 2010, quando aquele trabalho se intensificou, o número de candidatos subiu de dezenas a cada ano: 70, 90, 120...até atingir os mais de 170 candidatos nos anos que se seguiram. O IPUB era o mesmo e nossa RM também não havia sofrido grandes modificações. A grande mudança!? Atendia pelo nome: uma maior divulgação de nossas atividades

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O QUE FAZER? RECORRER ATÉ A ARBITRAMENTO EXTERNO!

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Aqui falarei apenas por mim mesmo e sabendo de que posso causar mal estar entre pessoas que admiro. Sei o quanto haverá resistência nas outras unidades para aceitar uma conduta que apenas MINORA os prejuízos que temos sofrido no curso dos anos. A própria Reitoria certamente reconhece a diferença de nossa situação em relação às demais unidades. Mas, caso ocorra uma resistência insuperável internamente---apesar de já estar em atividade o nosso C. Hospitalar---estaria disposto a recorrer a instâncias legais para equacionar a situação em outras bases. Começaria pelo TCU, o órgão que esteve na frente da caracterização das anomalias da situação e de onde vieram as orientações quanto a como deveríamos agir. Tenho certeza de que não apreciariam saber que o cumprimento quase estrito de suas orientações resultou em prejuízos, enquanto sua desobediência... Que a nossa Reitoria, que tem lidado tão bem com essas e outras questões na nossa área, não veja nisso um ataque, mas até mesmo uma maneira de poupá-la de um desgaste na relação com as nossas demais unidades de saúde.

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